Em julho, a rede de carregamento pública apresentou um crescimento do número de tomadas em cerca de 1,5% face ao mês anterior, atingindo já quase 17.300 unidades, mais 252 do que no mês anterior. Este crescimento, resulta em +1,1% nas tomadas Tipo 2 (Mennekes) e +3,1% nas tomadas CC2, isto é, o maior crescimento de CC2 num mês em 2026.


Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Evolução;
Gráfico: “Evolução do número de tomadas por potência”
Quanto à capilaridade, verifica-se uma quase estagnação na percentagem de municípios com postos de carga rápida, isto é, nos 81,5%, o que significa que há um novo município com postos de carga rápida (Proença-a-Nova), reduzindo assim para 57 os municípios que não possuem qualquer posto de carga rápida. O distrito de Portalegre, com 9 municípios sem qualquer posto de carga rápida, lidera esta lista, seguido de Vila Real com 6 municípios, Viseu e Guarda com 5 e Castelo Branco com 4 municípios cada sem postos de carga rápida.

A percentagem de utilização dos postos de carregamento aumentou 0,85 pontos percentuais face ao mês anterior, para os 11,76%, o que resultou que julho tivesse sido o segundo mês de 2026 com maior taxa de utilização dos postos de carregamento. Quando comparado com o período homologo, em julho de 2026, a taxa de utilização cresceu 14% face a julho de 2025. Os municípios com maiores taxas de utilização no mês de junho, foram: Odivelas (26,3%), Lajes do Pico (25,5%), Almodôvar (25,3%), Albufeira (22,4%) e Lisboa (21,1%), com uma procura duas vezes superior à média nacional, evidenciando a necessidade de mais investimentos em novos postos de carregamento nestas geografias. O mês de julho caracteriza-se também pela sazonalidade típica do verão, tendo a taxa de ocupação dos postos do distrito de Faro aumentado dos 11,9% de junho para 15,9% em julho. Com a exceção do município de São Brás de Alportel, todos os restantes municípios do distrito de Faro foram impactados pelo aumento da procura.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Municípios > Taxa de Ocupação;
Filtro: Distrito, Município = FARO
No que a tarifas de operação diz respeito, verifica-se que o valor destas tem vindo a aumentar no último ano, sendo este, em termos médios de 0,226€/kWh em julho de 2025 e 0,244€/kWh em julho de 2026 (+8% vs homólogo). Note-se que a estes valores ainda terá de se somar as taxas, impostos e tarifa de energia do CEME. Este aumento está diretamente relacionado com os preços das novas tomadas, que para as mesmas potências apresentam valores mais elevados. É ainda impactado pelo aumento do peso dos postos rápidos e ultrarrápidos no total das tomadas disponíveis que, por norma, apresentam tarifas de operação com valores mais elevados.
Relativamente às tarifas de operação, de referir que, após o anúncio da ERSE referente à descida da Tarifa EGME em 30,8%, dos 0,1572€ para 0,1088€ por sessão, ainda se verifica uma elevada percentagem de postos a cobrar por taxa de ativação, valores referentes a 2023 (dos 70% que contêm a componente de taxa de ativação, 72% apresenta, valores maiores ou iguais a 0,2608€ por sessão), isto é, apenas as novas tomadas são impactadas com as alterações da Tarifas EGME, não havendo lugar à atualização do valor da tarifa às tomadas já existentes.
| Ano | Valor da tarifa EGME |
|---|---|
| 2023 | 0,2608€ |
| 2024 | 0,2499€ |
| 2025 | 0,1572€ |
| 2026 | 0,1088€ |

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Taxa Ativação;
Gráfico: “Evolução do peso de número de tomadas por intervalo de taxa de ativação”
Em julho 2026, aproximadamente 25% das tomadas da rede pública, apresentam tarifas de operação ao kWh, o que representa um aumento de 35% quando comparado com o mesmo mês do ano passado.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Resumo
A existência de tomadas DC com tarifas ad-hoc aumentou significativamente no mês de julho, passando de 23% para mais de 45%.
Algumas áreas de serviço de autoestradas, têm sido alvo de instalação e/ou substituição de postos de carregamento com mais potência. Desde dezembro 2025 que já se começa a verificar um aumento no número de tomadas, nomeadamente acima de 350kW, passando de um total de 358 tomadas em novembro de 2025, das quais 46 ≥350kW para 556 tomadas em julho de 2026, das quais 202 ≥350kW, sendo o eixo de autoestradas A1 e A2 o mais beneficiado, possuindo 60% das tomadas com potência ≥350kW.
20% das áreas de serviço das autoestradas ainda não possui qualquer posto de carregamento de veículos elétricos, sendo a situação da A24 (Viseu-Chaves), crítica pois nos seus 162 km de extensão e 4 áreas de serviço, não existe um único posto de carregamento.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Autoestradas
A UVE continua a sua avaliação multidimensional dos municípios composta por diversos fatores que contribuem para uma mais rápida adoção à eletrificação da mobilidade. Neste ranking existem dois municípios em primeiro lugar ex-áqueo com avaliação de 5 estrelas, Loulé e Vila Franca de Xira, devendo estes ser um farol para outros municípios que pretendam criar condições aos seus munícipes para acelerar a transição energética.

No extremo oposto, o município de Sabrosa destaca-se com a avaliação mais baixa de 1,30 estrelas em 5 possíveis.
Para mais detalhes sobre dados da rede pública de carregamento, consulte o Observatório da Mobilidade Elétrica.
O Observatório da Mobilidade Elétrica é um portal dinâmico de consulta da evolução dos dados de vendas, custo de operação e rede de carregamento de veículos elétricos em Portugal.
Neste portal, de acesso aberto, pode consultar com maior detalhe os valores de vendas de veículos elétricos:

