A rede de carregamento | Junho 2026

Em junho, a rede de carregamento pública apresentou um crescimento do número de tomadas em cerca de 1,2% face ao mês anterior, ultrapassando pela primeira vez as 17.000 unidades, mais 207 do que no mês anterior. Este crescimento, resulta em +1,0% nas tomadas Tipo 2 (Mennekes) e +2,1% nas tomadas CC2.


Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Evolução;
Gráfico: “Evolução do número de tomadas por potência”

Quanto à capilaridade, verifica-se uma estagnação na percentagem de municípios com postos de carga rápida, isto é, nos 81%, o que significa que, pelo quinto mês consecutivo, ainda existem 58 municípios que não possuem qualquer posto de carga rápida, acentuando assim as assimetrias regionais entre o litoral e o interior do país. O distrito de Portalegre, com 9 municípios sem qualquer posto de carga rápida, lidera esta lista, seguido de Vila Real com 6 municípios e Viseu, Castelo Branco e Guarda com 5 municípios cada sem postos de carga rápida.

A percentagem de utilização dos postos de carregamento baixou 0,49 pontos percentuais face ao mês anterior, para os 10,9%, o que resultou que junho tivesse sido o segundo mês de 2026 com menor taxa de utilização dos postos de carregamento. Apesar desta redução, e quando comparado com o período homologo, em junho de 2026, a taxa de utilização cresceu 7,2% face a junho de 2025. Os municípios com maiores taxas de utilização no mês de junho, foram: Lajes do Pico (27,6%), Odivelas (25,4%), Campo Maior (22,5%), Lisboa (20,5%) e Almodôvar (19,8%), com uma procura duas vezes superior à média nacional, evidenciando a necessidade de mais investimentos de novos postos de carregamento nestas geografias.

No que a tarifas de operação diz respeito, verifica-se que o valor destas tem vindo a aumentar no último ano, sendo este, em termos médios de 0,226€/kWh em junho de 2025 e 0,241€/kWh em junho de 2026 (+6,6% vs homólogo). Note-se que a estes valores ainda terá de se somar as taxas, impostos e tarifa de energia do CEME. Este aumento está diretamente relacionado com os preços das novas tomadas, que para as mesmas potências apresentam valores mais elevados. É ainda impactado pelo aumento do peso dos postos rápidos e ultrarrápidos no total das tomadas disponíveis que, por norma, apresentam tarifas de operação com valores mais elevados. Adicionalmente, verifica-se ainda que mais de 9% das tomadas existentes (maioritariamente AC até 22 kW) também apresentaram aumentos no valor das suas tarifas.

Relativamente às tarifas de operação, de referir que, após o anúncio da ERSE referente à descida da Tarifa EGME em 30,8%, dos 0,1572€  para 0,1088€ por sessão, ainda se verifica uma elevada percentagem de postos a cobrar por taxa de ativação, valores referentes a 2023 (dos 70% que contêm a componente de taxa de ativação, 73% apresenta, valores maiores ou iguais a 0,2608€ por sessão), isto é, apenas as novas tomadas são impactadas com as alterações da Tarifas EGME, não havendo lugar à atualização do valor da tarifa às tomadas já existentes. No mês de junho verifica-se pela primeira vez em 2026 uma redução da quantidade de tomadas com taxa de ativação (-1,6%), e uma redução no peso das tomadas com taxas com os valores de 2023 (acima de 0,2608€)

AnoValor da tarifa EGME
20230,2608€
20240,2499€
20250,1572€
20260,1088€

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Taxa Ativação;
Gráfico: “Evolução do peso de número de tomadas por intervalo de taxa de ativação”

Em junho 2026, aproximadamente 25% das tomadas da rede pública, apresentam tarifas de operação ao kWh, o que representa um aumento de 31% quando comparado com o mesmo mês do ano passado.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Resumo

Algumas áreas de serviço de autoestradas, têm sido alvo de instalação e/ou substituição de postos de carregamento com mais potência. Desde dezembro 2025 que já se começa a verificar um aumento no número de tomadas, nomeadamente acima de 350kW, passando de um total de 366 tomadas em novembro de 2025, das quais 46 ≥350kW para 516 tomadas em junho de 2026, das quais 170 ≥350kW, sendo o eixo de autoestradas A1 e A2 o mais beneficiado, possuindo 65% das tomadas com potência ≥350kW.

25% das áreas de serviço das autoestradas ainda não possui qualquer posto de carregamento de veículos elétricos.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Autoestradas

A UVE continua a sua avaliação multidimensional dos municípios composta por diversos fatores que contribuem para uma mais rápida adoção à eletrificação da mobilidade. Neste ranking existem quatro municípios em primeiro lugar ex-áqueo com avaliação de 5 estrelas, Alcobaça, Loulé, Óbidos e Vila Franca de Xira, devendo estes ser um farol para outros municípios que pretendam criar condições aos seus munícipes para acelerar a transição energética.

No extremo oposto, o município de Sabrosa destaca-se com a avaliação mais baixa de 1,45 estrelas em 5 possíveis.
Para mais detalhes sobre dados da rede pública de carregamento, consulte o Observatório da Mobilidade Elétrica.