Expresso/Exame Informática atravessaram Portugal de lés a lés num carro elétrico: é possível, mas não é (nada) fácil

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Expresso / Exame Informática, ligaram Valença, junto ao Rio Minho, a Albufeira, no Algarve. Um percurso de 700 km ao volante de um Nissan Leaf que provou que já é possível fazer viagens (muito) longas num veículo elétrico. Mas (ainda) é preciso planeamento, sorte e paciência para usar um carro totalmente elétrico – que no entanto será usual num futuro próximo. Ainda esta semana, o Conselho Federal alemão aprovou uma resolução para banir a venda de carros com motores de combustão a partir de 2030.

 

A UVE saudou a iniciativa do Expresso e da Exame Informática.

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A chegar à área de serviço de Pombal fomos surpreendidos por um género de comissão de boas-vindas composta por dois associados da UVE, Pedro Isidoro e João Soares, que, trajados a rigor com t-shirts da associação, nos esperavam para contar todas as virtudes de se conduzir um veículo elétrico no dia a dia. Para estes dois fãs da mobilidade elétrica, que tomaram conhecimento da nossa aventura através das redes sociais, “depois de se experimentar as vantagens de um veículo elétrico dificilmente se volta para os motores de combustão”.

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A MOBI.E está em grandes mudanças, como salienta Henrique Sánchez, presidente da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE), que adianta que a entidade que gere a rede pública de postos de carga “está a preparar um novo site e um novo call center para conseguir responder eficientemente aos pedidos dos utilizadores de veículos elétricos”, relembrando que “atualmente não há qualquer capacidade de resposta”. Conhecido por todos os adeptos da mobilidade elétrica, Henrique Sánchez diz-se “otimista relativamente ao que está a ser feito”, embora acredite que “existem muitas pressões para que isto ande devagarinho, a começar pelo próprio Estado, que tem uma fonte importante nos impostos sobre o petróleo, e até os concessionários que vêm o sucesso dos veículos elétricos como uma ameaça ao lucro”. Ao fim, de contas, relembra o entusiasta da mobilidade elétrica, “os veículos elétricos exigem muito menos manutenção e têm menos problemas técnicos que os veículos com motor a combustão”.

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