Em agosto, a rede de carregamento pública apresentou um crescimento do número de tomadas em cerca de 1,9% face ao mês anterior, ultrapassando as 17.600 unidades, mais 325 do que no mês anterior. Este crescimento, resulta em +1,2% nas tomadas Tipo 2 (Mennekes) e +3,8% nas tomadas CC2, isto é, o maior crescimento de CC2 num mês em 2026.


Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Evolução;
Gráfico: “Evolução do número de tomadas por potência”
Quanto à capilaridade, verifica-se uma estagnação na percentagem de municípios com postos de carga rápida, isto é, nos 81,5%, o que significa que há um ainda 57 municípios que não possuem qualquer posto de carga rápida. O distrito de Portalegre, com 9 municípios sem qualquer posto de carga rápida, lidera esta lista, seguido de Vila Real com 6 municípios e Viseu, Guarda com 5 e Castelo Branco com 4 municípios cada sem postos de carga rápida.

A percentagem de utilização dos postos de carregamento aumentou 0,44 pontos percentuais face ao mês anterior, para os 12,16%, o que resultou que agosto tivesse sido o mês de 2026 com maior taxa de utilização dos postos de carregamento. Quando comparado com o período homologo, em agosto de 2026, a taxa de utilização cresceu 6,7% face a agosto de 2025. Os municípios com maiores taxas de utilização no mês de agosto, foram: Almodôvar (31,5%), Aljezur (30,5%), Tavira (28,8%), Paredes de Coura (28,8%) e Albufeira (27,4%), com uma procura duas vezes superior à média nacional, evidenciando a necessidade de mais investimentos de novos postos de carregamento nestas geografias. O mês de agosto, tal como verificado também em julho caracteriza-se pela sazonalidade típica do verão, tendo a taxa de ocupação dos postos do distrito de Faro aumentado dos 11,9% de junho para 15,9% em julho e 20,6% em agosto.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Municípios > Taxa de Ocupação;
Filtro: Distrito, Município = FARO
No que a tarifas de operação diz respeito, verifica-se que o valor destas tem vindo a aumentar no último ano, sendo este, em termos médios de 0,227€/kWh em agosto de 2025 e 0,245€/kWh em agosto de 2026 (+8% vs homólogo). Note-se que a estes valores ainda terá de se somar as taxas, impostos e tarifa de energia do CEME. Este aumento está diretamente relacionado com os preços das novas tomadas, que para as mesmas potências apresentam valores mais elevados. É ainda impactado pelo aumento do peso dos postos rápidos e ultrarrápidos no total das tomadas disponíveis que, por norma, apresentam tarifas de operação com valores mais elevados.
Relativamente às tarifas de operação, de referir que, após o anúncio da ERSE referente à descida da Tarifa EGME em 30,8%, dos 0,1572€ para 0,1088€ por sessão, ainda se verifica uma elevada percentagem de postos a cobrar por taxa de ativação, valores referentes a 2023 (dos 70% que contêm a componente de taxa de ativação, 72% apresenta, valores maiores ou iguais a 0,2608€ por sessão), isto é, apenas as novas tomadas são impactadas com as alterações da Tarifas EGME, não havendo lugar à atualização do valor da tarifa às tomadas já existentes.
| Ano | Valor da tarifa EGME |
|---|---|
| 2023 | 0,2608€ |
| 2024 | 0,2499€ |
| 2025 | 0,1572€ |
| 2026 | 0,1088€ |

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Taxa Ativação;
Gráfico: “Evolução do peso de número de tomadas por intervalo de taxa de ativação”
Em agosto 2026, aproximadamente 26% das tomadas da rede pública, apresentam tarifas de operação ao kWh, o que representa um aumento de 37% quando comparado com o mesmo mês do ano passado.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Resumo
A existência de tomadas DC com tarifas ad-hoc mantem-se nos 45%, tal como no mês passado.
Algumas áreas de serviço de autoestradas, têm sido alvo de instalação e/ou substituição de postos de carregamento com mais potência. Desde dezembro 2025 que já se começa a verificar um aumento no número de tomadas, nomeadamente acima de 350kW, passando de um total de 358 tomadas em novembro de 2025, das quais 46 ≥350kW para 565 tomadas em agosto de 2026, das quais 202 ≥350kW, sendo o eixo de autoestradas A1 e A2 o mais beneficiado, possuindo 66% das tomadas com potência ≥350kW.
20% das áreas de serviço das autoestradas ainda não possui qualquer posto de carregamento de veículos elétricos, sendo a situação da A24 (Viseu-Chaves), crítica pois nos seus 162 km de extensão e 4 áreas de serviço, não existe um único posto de carregamento.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Autoestradas
A UVE continua a sua avaliação multidimensional dos municípios composta por diversos fatores que contribuem para uma mais rápida adoção à eletrificação da mobilidade. Neste ranking existem dois municípios em primeiro lugar ex-áqueo com avaliação de 5 estrelas, Loulé e Vila Franca de Xira, devendo estes ser um farol para outros municípios que pretendam criar condições aos seus munícipes para acelerar a transição energética.

No extremo oposto, o município de Sabrosa destaca-se com a avaliação mais baixa de 1,30 estrelas em 5 possíveis.
Para mais detalhes sobre dados da rede pública de carregamento, consulte o Observatório da Mobilidade Elétrica.
O Observatório da Mobilidade Elétrica é um portal dinâmico de consulta da evolução dos dados de vendas, custo de operação e rede de carregamento de veículos elétricos em Portugal.
Neste portal, de acesso aberto, pode consultar com maior detalhe os valores de vendas de veículos elétricos:

