A rede de carregamento | Maio 2026

Em maio, a rede de carregamento pública apresentou um crescimento do número de tomadas em cerca de 2,2% face ao mês anterior, totalizando assim 16.838 unidades, mais 355 do que no mês anterior. Este crescimento, que foi o maior registado em 2026, resulta em +1,8% nas tomadas Tipo 2 (Mennekes), +3,4% nas tomadas CC2 e +0,7% nas tomadas CHAdeMO, estas últimas usadas em carregamentos rápidos.


Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Evolução;
Gráfico: “Evolução do número de tomadas por potência”

Quanto à capilaridade, verifica-se uma estagnação na percentagem de municípios com postos de carga rápida, isto é, nos 81,2%, o que significa que, pelo quarto mês consecutivo, ainda existem 58 municípios que não possuem qualquer posto de carga rápida, acentuando assim as assimetrias regionais entre o litoral e o interior do país.

A percentagem de utilização dos postos de carregamento baixou 0,43 pontos percentuais face ao mês anterior, para os 11,4%, essencialmente devido a dois fatores: forte crescimento do número de tomadas, e aumento da percentagem de tomadas indisponíveis (+1,65pp). Os municípios com maiores taxas de utilização no mês de maio, foram os mesmo do mês de abril, isto é, Odivelas (26,1%), Lajes do Pico (25,1%), Almada (21,6%), Lisboa (21,2%) e Loures (21,0%), com uma procura duas vezes superior à média nacional, evidenciando a necessidade de mais investimentos de novos postos de carregamento nestas geografias.

No que a tarifas de operação diz respeito, verifica-se que o valor destas tem vindo a aumentar no último ano, sendo este, em termos médios de 0,224€/kWh em maio de 2025 e 0,239€/kWh em maio de 2026 (+6,7% vs homólogo). Note-se que a estes valores ainda terá de se somar as taxas, impostos e tarifa de energia do CEME. Este aumento está diretamente relacionado com os preços das novas tomadas, que para as mesmas potências apresentam valores mais elevados. É ainda impactado pelo aumento do peso dos postos rápidos e ultrarrápidos no total das tomadas disponíveis que, por norma, apresentam tarifas de operação com valores mais elevados.

Relativamente às tarifas de operação, de referir que, após o anúncio da ERSE referente à descida da Tarifa EGME em 30,8%, dos 0,1572€  para 0,1088€ por sessão, ainda se verifica uma elevada percentagem de postos a cobrar por taxa de ativação, valores referentes a 2023 (dos 72% que contêm a componente de taxa de ativação, 73% apresenta, valores maiores ou iguais a 0,2608€ por sessão), isto é, apenas as novas tomadas são impactadas com as alterações da Tarifas EGME, não havendo lugar à atualização do valor da tarifa às tomadas já existentes.

AnoValor da tarifa EGME
20230,2608€
20240,2499€
20250,1572€
20260,1088€

Em maio 2026, aproximadamente 24,6% das tomadas da rede pública, apresentam tarifas de operação ao kWh, o que representa um aumento de 30% quando comparado com o mesmo mês do ano passado. Contudo, no último mês, esta percentagem caiu 0,1pp.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Resumo

Algumas áreas de serviço de autoestradas, têm sido alvo de instalação e/ou substituição de postos de carregamento com mais potência. Desde dezembro 2025 que já se começa a verificar um aumento no número de tomadas, nomeadamente acima de 350kW, passando de um total de 358 tomadas em novembro de 2025, das quais 46 ≥350kW para 508 tomadas em maio de 2026, das quais 170 ≥350kW, sendo o eixo de autoestradas A1 e A2 o mais beneficiado, possuindo 65% das tomadas com potência ≥350kW.

25% das áreas de serviço das autoestradas ainda não possui qualquer posto de carregamento de veículos elétricos.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Gerais > Autoestradas

Os resultados da avaliação multidimensional dos municípios levada a cabo pela UVE, e que visa avaliar diversos fatores que contribuem para uma mais rápida adoção à eletrificação da mobilidade, verifica-se que existe um novo município no topo do ranking. Apesar de Loulé se manter com 5 estrelas, tal como Óbidos e Vila Franca de Xira, no mês de maio o município de Alcobaça juntou-se a este restrito grupo e lidera o ranking, devendo estes serem um farol para outros municípios que pretendam criar condições aos seus munícipes para acelerar a transição energética.

Informação disponível no Observatório da Mobilidade Elétrica, em Rede > Municípios > Avaliação > Detalhe de Avaliação

Para mais detalhes sobre dados da rede pública de carregamento, consulte o Observatório da Mobilidade Elétrica.